Odeio traições. Odeio mesmo. De facto. Com facto e sem facto. Já fui traída, mas não perdoei. Já fui traída e já perdoei. Sei o que custa o lado de cá e o lado de lá. A traição consome-nos como uma doença que sustenta a morte dentro de nós. Mas pode ser perdoada. Pode ser ultrapassada. Óbvio é, que cada um vive as emoções à sua maneira.
Mas depois pensamos nas mais variadas traições e para mim as piores são as que acontecem numa relação amorosa. Se vos dissesse que cada vez que penso nisso, que leio e conheço histórias de pessoas que foram traídas ou traem, quase me apetece partir tudo. Não consigo perceber como as pessoas têm a lata de o fazer e esconder aquilo por tempos e tempos, anos até. Já pensaram o que é descobrir uma traição do nosso companheiro, namorado, conjugue; passado anos? A realidade é que a verdade mais tarde ou mais cedo vem sempre ao de cima. Nem que tenha que se andar atrás dela. Ao fim ao cabo, chega a altura em que acredito que se abre os olhos e se começa a reparar em todos os sinais.
A maior luta de perdoar uma traição é o contra-ataque todos os dias contra memórias, lembranças, imagens e quebras de confiança. Há possibilidade de se ser feliz, mas acham que vale a pena?