Deixei de escrever. Deixei de saber. De saber o que te dizer. A tanto tempo que as palavras se perderam por onde fomos. Não demos pelo tempo passar e nunca nos questionamos sobre o que estávamos a fazer com o tempo que nos restava. E esse tempo acabou. O tempo levou. A vida levou. Só percebes-te depois. Tarde. Nas frias e distantes pingas de cada choro disfarçado de chuva. Onde ficamos? Onde fomos? Onde me perdes-te? Onde me deixas-te ir sem o teu jogo de cintura. Sem o teu berço que me acolhia. Sem o teu perfume que me envolvia. Onde ficou a réstia de esperança? Não te amo menos. E tu lutas. E lutas. E lutas. Lutas. E o que fazer? Diz algo mas não sei se quero ouvir. Estou a desistir. A fugir. A desistir.
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